sexta-feira, 29 de julho de 2011 0 comentários
Oi pois é vou terminar aqui a batalha dos titas e amanha tenho uma surpresinha pra vocês (: ta meio longuinho mas é


BATALHA DOS TITÃS PARTE II

Ocultos acima dessa nuvem prodigiosa, Zeus e seus aliados caíram finalmente sobre
seus inimigos. Os Titãs, contudo, bem protegidos em suas trincheiras, começaram a enterrar suas unhas duras e compridas como gigantescas pás de bronze até as profundezas do solo, para dali arrancarem pela raiz, com pavoroso estrondo, montanhas inteiras, que arremessavam em seguida contra os deuses olímpicos.Uma voz espantosa ecoou, vinda do alto, sobrepondo-se à massa inteira de ruídos:Irmãos da nobre causa, desçamos até onde rastejam estes vermes! -disse Zeus e,junto com seus aliados, saltou das nuvens com as vestes guerreiras, dando grandes brados de fúria. Seus escudos refulgiam na queda como tremendos sóis prateados, enquanto suas lanças,brandidas com fúria, pareciam raios retilíneos que cada qual portasse com destemor infinito.
Amantes da nobre verdade, recebamos estas aves de rapina que descem dos céus, tal
como elas merecem! — bradou outra voz, desta vez de Cronos, encorajando os seus Titãs.
Quando os dois exércitos se misturaram, um ruído mais feroz do que qualquer outro jamais escutado fez-se ouvir, então, por todo o Universo. A terra inteira sacudia-se em tremores, levantando-se de dentro dela imensas labaredas de fogo e de pez. Poseidon, com seu tridente
aceso, fazia ferver os mares, e por toda parte não havia um único bosque que não tivesse sido
varrido pelo assobio endemoniado de uma tórrida ventania.
Os combatentes, misturados num pavoroso atraque corporal — atirando às cegas, uns
contra os outros, cutiladas, raios, rochas imensas, vapores sufocantes e dentadas -, assim
estiveram por uma eternidade, até que Zeus, temendo que a vitória estivesse pendendo para o inimigo, anunciou um novo propósito:
— Companheiros, libertemos do Tártaro profundo os poderosos Hecatônquiros!
Hecatônquiros. Esses terríveis seres haviam sido aprisionados por Cronos nas profundezas da terra e, uma vez libertos, espalhariam o terror entre as hostes inimigas.
Zeus, auxiliado pelos seus, desceu até as tênebras profundas e, após romper os grilhões que mantinham estas colossais criaturas presas ao abismo, subiu com elas à superfície. Uma fenda enorme rasgou-se sob o chão; imediatamente um vapor negro subiu da cratera num jato hediondo, até envolver o próprio Sol. Tudo estava envolto numa treva sufocante, quando todos sentiram um baque formidável sacudir o solo. Um tufão poderoso surgiu em seguida, varrendo toda a fuligem espessa e deixando à mostra, sobre a superfície, os três Hecatônquiros, postados lado a lado. A arte dos antigos não nos deixou nenhuma imagem do que seriam tais divindades, porém as descrições nos afirmam que se ratavam de seres "enormes como a mais alta das montanhas" e que possuíam varios olhos e cinqüenta cabeças".
Um urro colossal, partido das cento e cinqüenta bocas, atroou todo o Universo. As
criaturas, empunhando rochedos imensos, lançaram sobre os apavorados Titãs trezentas
montanhas, sepultando-os vivos sob os escombros. Em seguida os Ciclopes os acorrentaram
com suas pesadas correntes, encerrando-os para sempre nas profundezas do Tártaro, de onde
jamais tornariam a sair, vigiados pelos invencíveis Hecatônquiros.
Esta, em resumo, foi a primeira batalha que o Universo conheceu, e da qual saiu vitorioso
Zeus, o novo soberano do Universo, para reinar como pai dos deuses sobre todos os homens e
as demais divindades.

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