Mitologia diaria- sandalias do jasão

segunda-feira, 1 de agosto de 2011 1 comentários
Entao né eu tinha dito que eu ja tinha lido aquele pedaço do capitulo do filho de netuno que saiu aqui no blog, so que foi em outro episodio e nao foi com perseu foi com o jasao,que no caso é o jason [????] esse episodio da mitologia se chama sandalias do jasao, e acontece que o jasao encontra uma velinha numa travessia do rio e ... deixa que voce leem ai (: tipo é uma coisa beeem gigantesca entao eu so vo pro o pedaço do encontro com hera e jasão, e aidna sim vou dividir em duas partes



Sandálias de Jasão parte I
Jasão é, junto com Hércules, um dos maiores heróis gregos que a história lendária registra. Sua vida é repleta de fatos notáveis, e suas aventuras pedem um romance inteiro para ser contadas. Seus feitos, contudo, podem ser perfeitamente fragmentados sob a forma de pequenos episódios, de tal sorte que o leitor pode lê-los alternadamente, sem perder nunca o fio da meada.
O primeiro episódio de relevância — ainda que um tanto singelo — ocorrido na vida do grande Jasão deu-se ainda na sua juventude. Seu pai, o rei Esão, havia passado o governo de seu país para o seu próprio irmão, Pélias. Estabelecera, no entanto, a condição de que a coroa deveria ser passada a seu filho Jasão — e sobrinho de Pélias — tão logo este alcançasse a maturidade.
Enquanto isso, Jasão teve a sua educação posta aos cuidados do centauro Quíron, num lugar distante dali. Junto a esse personagem, Jasão desenvolveu todas as suas aptidões, das quais faria uso mais tarde nas suas inumeráveis aventuras. Os anos se passaram até que, completada a sua educação, Jasão retornou para a sua pátria, pronto a herdar o trono que por direito lhe cabia.
Como gostava muito de caminhar, Jasão preferiu fazer seu longo percurso a pé, conhecendo muitas terras e climas.
Um dia, chegando próximo de um largo rio, preparava-se para atravessá-lo, quando avistou às margens uma velha, curvada pelo peso dos anos. Jasão -que já despira seu manto, para fazer mais livremente a travessia — ficou sem graça ao perceber que a velha erguera a cabeça branca, detendo-se a estudá-lo com seus olhos cansados.
Jasão, tendo aprendido que o respeito aos velhos era sua primeira obrigação, adiantou-se em direção a ela, procurando ocultar as suas partes.
— Perdoe, minha senhora, por me apresentar desta maneira — disse o jovem Jasão, que não era então mais que um garoto.
— Não se acanhe — disse a velha. — Meus olhos já estão cansados para quase tudo, menos para a beleza. Para ela, ainda tenho luz no olhar.
De fato, a velha não tirava seus olhinhos franzidos do corpo do jovem. Sua malícia residual parecia guardar ainda o frescor de sua remota juventude. Jasão julgou, por um momento, enxergar por detrás dos traços cansados da velha um resto de sua antiga e extinta beleza.
— Posso ajudá-la de alguma maneira? — perguntou, procurando desviar da cabeça aquelas estranhas cogitações.
— Gostaria que me ajudasse a passar para o outro lado — respondeu a velha, passando a língua seca sobre os lábios murchos. — Veja, sou fraca, e os anos não permitem mais que me
aventure a mergulhar sozinha nestas águas.
Jasão imediatamente suspendeu-a em seus braços, escorando-a nos ombros, pronto a carregá-la até a outra margem. A velha, sem se fazer de rogada, abraçou-se ao torso dele, colando seu rosto familiarmente ao ombro do jovem.
Jasão atravessava as águas do rio, calculando seus passos. Não podia deixar de notar que a
velha ainda possuía mãos macias, que deslizavam sobre suas costas de modo inquieto. "E pena ser uma velha", refletiu, censurando-se pelos maus pensamentos.

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