Conspiracies Of a Lost Ghost - ESTRADAS

sábado, 8 de outubro de 2011 0 comentários


Nenhum lugar me atrai tanto quanto meus sonhos, e não é difícil saber quando vou cair em um deles.
Caminhava sozinho por uma floresta de grandes arvores, era de noite mas não tinha uma sequer estrela no céu, nem estrela nem a lua. O chão perfeitamente reto, com algumas plantas moldando um caminho sem ponto de chegada. Dessa vez não sabia onde estava, nem onde ia parar, pensei em voltar no caminho, mas quando virei não havia mais estrada, apenas uma parede preta com manchas brancas. Voltei a andar novamente quanto mais andava mais um forte nevoeiro aproximava-se, já estava difícil enxergar, nenhuma visão, nenhum som, foi assim todo o caminho até ouvir um gemido parecido com um de uma criança, frágil e comprido e triste, não conseguia ver nada, temi a ouvi-lo, mas sabia que não era perigoso. Mesmo sem ver, segui aquele gemido que se afastava lentamente, por um longo tempo caminhei até o nevoeiro passar, o gemido tinha parado. Esperei que acontecesse algo, mas nada aconteceu. Com o fim do nevoeiro consegui enxergar as arvores e o céu que tinha agora apenas uma estrela grande, porém não brilhante, e o caminho era feito de uma grama baixa e ressecada não vi o final do caminho com uma luz no final… Havia apenas sombras.
Um único gemido volta a ecoar me dando um susto, quando olho a minha frente ao longe vejo olhos vermelhos em meio toda aquela sombra, era a única luz. O que me levou a pensar que poderia não ser uma criança.
- Não posso lhe ver, quem é? Do escuro saia um grande animal
Parecido com um cachorro, com os olhos vermelhos intensos, grande e peludo demais para um cachorro normal, embora todo seu tamanho dele eu não tive nenhum medo. Tentei me aproximar, mas quando dei o primeiro passo aquele sonho começou a se transformar numa mancha destorcida, que foi se destorcendo cada vez mais até eu aparecer sentado nos fundos da minha casa admirando o mesmo cachorro que virá antes, deitado numa casinha de cachorro. Ele estava sofrendo com dores, e alguns ferimentos sangrando. Alguém chegar por trás e encosta a mão em meus ombros fardos, pela leveza e delicadeza percebo que é Thais
- É hora de sacrificá-lo, - assenti. Ele não pode mais sofrer. Sua voz era rouca e fria.
Ela estirou a outra mão segurando uma adaga e me entregou, tinha algumas palavras escritas em grego nela. Fui até o cão, e com um peso no coração enfiei a adaga nele, com apenas um golpe ele não mais respirava. Não resisti e chorei. E assim como mágica ele se desintegrou em luzes azuis e sumiu. Thais ao meu lado também chorava em pé ao meu lado. Abracei-a com toda minha força, choramos juntos. De repente aquela casa de cachorro aos poucos foi se transformando em um piano branco, feito de ossos, e ao lado apareceu um banco, eu e a Thais sentamos juntos, e ela começou a tocar uma melodia agradável aos meus ouvidos, era o refrão de In The Mourning.
Acordei.
Ainda era de noite, Kaio e Thais jogavam xadrez em cima de um banco improvisado, sentados no sofá do hospital com as mesmas roupas de manhã.

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