O rapto de perséfone

sábado, 29 de outubro de 2011 0 comentários
Enfim esse sou eu postando um post em homenagem ao meu pai Hades e como ele conheceu minha madrasta, eu adoro a parte em que hades trolla demeter e talz, por favor nao me chinguem é só bacana tipo sei la proserpina é sobrinha dele, e isso é estranho mas sei la é bacana. Se escapar um proserpina é persefone tá, porque tipo eu sou mais acostumado com nomes romanos. Entao ermh, enjoy the text eu acho sei la.Ah, o bagulho é grande entao vai ficar em duas partes eu acho, sei la.

O rapto de perséfone I.

Hades, o deus dos infernos, andava inquieto com a agitação que vinha abalando os fundamentos do monte Etna, na Sicília[eu sei que a sicilia fica na italia viu]. De fato, o vulcão que ali existia parecia mais irado do que nunca, cuspindo fumaça e faíscas para todos os lados. Sabedor de que o interior daquelas montanhas abrigava o gigante Tifão — que fora anteriormente derrotado por Zeus e ali acorrentado -, Hades decidira ir ver pessoalmente o que estava ocorrendo.Tomando a carruagem da noite, o deus subterrâneo percorria a terra, no caminho do monte Etna, quando avistou um grupo de mulheres que colhiam flores no campo. Enquanto isto Afrodite, a deusa do amor, observava tudo, tendo ao lado o filho Cupido. — Veja, meu filho — disse Afrodite, pegando o braço do jovem -, parece que o deus dos infernos decidiu dar uma voltinha à luz do dia. O coitado deve estar cansado de toda aquela escuridão — disse Cupido. -Deve ser horrível, afinal, ser o rei de um mundo de mortos. De repente, Afrodite, dando-se conta de algo, encostou sua boca à orelha de Cupido: — E se lhe arrumássemos algo que o distraísse de sua solidão? Os olhos do jovem pareceram se iluminar. Cupido pegou rapidamente o seu arco, escolhendo a flecha mais aguda de sua aljava repleta de setas. — Já entendi, mãe... — disse, caprichando na pontaria. Uma flecha dourada cortou o ar, indo atingir em cheio o coração do deus infernal. No mesmo instante, Hades ficou apaixonado pela mais bela das mulheres que tinha diante dos seus olhos. Era Perséfone, filha de Deméter, a deusa da fertilidade e da agricultura; a jovem podia ser considerada uma digna filha de sua mãe, com seus longos cabelos da cor do trigo. Tomado por um ímpeto verdadeiramente infernal, Hades colheu as rédeas cor de ferro que seguravam seus negros cavalos e se lançou em direção ao grupo de moças que circundavam a encantadora presa. Assustadas com a aproximação do carro negro, todas correram em diversas direções, deixando Perséfone desprotegida. Hades, aproveitando o descuido, suspendeu a moça com o braço, arrebatando-a aos céus em seu carro veloz.[mano meu pai é radical]. Foi em vão que a filha de Deméter clamou por socorro: Hades, mantendo-a solidamente presa em seus braços, a conduzia para cada vez mais longe. Descendo, afinal, o seu carro, o deus das trevas preparava-se para golpear o solo com seu tridente e abrir caminho para retornar ao seumundo subterrâneo, quando a ninfa Ciana, que estava ali por perto, ainda tentou detê-los: Espere, cruel divindade! Deixe-a em paz! Hades, sem lhe dar ouvidos, fendeu a terra com um golpe poderoso de seu tridente. Um abismo abriu-se aos pés de ambos. Antes, porém, que o raptor e sua presa entrassem pela negra passagem, Hades, temendo que a ninfa Ciana viesse a dar com a língua nos dentes,transformou-a em uma fonte. Os cavalos relincharam, felizes de regressarem à sua escura morada, enquanto Perséfone perdia os sentidos ao ver-se prestes a adentrar aquela escuridão sem fim. — Vamos, você será agora a rainha dos infernos! — disse Hades, dando um beijo na face desmaiada de Perséfone, antes de chicotear com furor os seus cavalos da cor da noite. Deméter, no mesmo dia, foi alertada pelas amigas de Perséfone, que lhe contaram em detalhes o rapto e o seu autor.

— Hades?! — exclamou Deméter, incrédula. — O que fará aquele maldito à minha filha? Desesperada, a deusa saiu a pé, do jeito que estava, em busca de Prosérpina. Percorreu a terra durante o dia inteiro, sem encontrar nem sinal da filha. Quando a noite chegou, acendeu uma tocha e prosseguiu em sua solitária e desesperada busca. Assim que Deméter avistou Selene, a deusa da Lua, deteve o seu passo. — Por acaso você não viu, poderosa deusa, a minha filha sendo levada num grande carro conduzido por Hades? — perguntou, esperançosa. Infelizmente, Selene nada vira. Durante a noite inteira Deméter percorreu a terra, iluminada apenas pelas estrelas e pela Lua, que intensificou seus raios para ajudá-la a encontrar a filha. Quando o dia amanhecia, Deméter encontrou-se com a Aurora, que já vinha adiante, precedendo o radiante carro de Febo, o deus do Sol. — Aurora querida, perdi minha filha! — disse Deméter, em prantos. — Você, por acaso, não a viu passar num carro puxado por negros cavalos? Também Aurora nada vira. Estava disposta a ajudar na procura, mas o Sol a impelia para a frente, não dando tempo para que continuasse sua conversa. Durante vários dias e várias noites, Ceres continuou em seu périplo inútil, esquecida de seus deveres para com a natureza. Logo a terra começou a se tornar estéril. As águas não desciam mais do céu para regar as plantações, e a fome começou a se espalhar por tudo. Um dia, completamente desanimada, Ceres sentou-se numa pedra, curvando a exausta cabeça sobre o peito. Assim esteve um bom tempo, abatida, quando percebeu que a seu lado uma fonte cantanterespingava suas águas sobre si. Passando os olhos sobre o espelho das águas, Deméter percebeu nele o desenho do rosto de Ciana, uma das ninfas mais íntimas de sua filha. Ainda que um pouco turvada pela fonte, a imagem a encarava com indizível pena.

— Ciana, o que houve com você? — disse a deusa, sem obter nenhuma resposta, pois, com a metamorfose, a ninfa havia perdido o dom da fala. Entretanto, por alguns sinais que a deusa logo compreendeu, a ninfa fez entender que sua amiga havia sido engolida pela terra, ali, naquele local. Deméter viu confirmada essa suspeita ao divisar flutuando sobre as águas da fonte o cinto de sua adorada filha. Apanhando-o, secou-o em seu seio, mas logo o encharcou novamente, com suas lágrimas. Sem meios de poder descer até as profundezas do reino de Hades, Deméter decidiu subir aos elevados domínios de Zeus, pai de Perséfone.
— Deus dos deuses, preciso de sua ajuda! — exclamou Deméter, ao mesmo tempo aflita e determinada. — Quero que obrigue Hades a me devolver a minha filha.
— Hades é senhor em seus domínios... — tergiversou Zeus, dando a entender que não queria problemas com seu irmão das trevas.
— Ele que vá para o inferno! — bradou Deméter, completamente impotente.
— Ele já está lá, querida... — disse Zeus, sem saber o que dizer. Deméter, no entanto, não estava para graças: — Não tenho tempo nem ânimo para seus gracejos! — rugiu.
— Então vá lá para baixo, que é seu lugar, e coloque em ordem outra vez a terra, da qual você tem se descuidado há vários meses — disse Zeus, tentando impor sua autoridade.
— Ela vai continuar assim, sem brotar mais um pé de couve sequer, enquanto eu não tiver minha filha de volta — respondeu, categórica, a deusa da fertilidade e da agricultura.

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